Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), do campus de Bodocongó, em Campina Grande continuam acampados na reitora da instituição. O grupo ocupa o local desde a segunda-feira (26). Na manhã desta terça (27), o professor Rangel Junior, que é reitor da UEPB foi impedido pelo comando de greve dos professores de entrar no gabinete, mas teve a passagem liberada após um conversa, conforme informou a assessoria de imprensa da UEPB.
Após conseguir abrir a porta de entrada do Gabinete, o reitor foi até a sua sala de trabalho pedir que os grevistas desocupassem o espaço para que as atividades da Administração Central da Universidade pudessem ser realizadas. Com gritos e apitos, os professores se negaram a sair do Gabinete.
Mesmo tendo conhecimento de que a questão do reajuste salarial é uma prerrogativa exclusiva do Governo do Estado, os grevistas acampados no Gabinete cobraram do reitor a implantação do reajuste, medida que encontra em decreto governamental, recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) os dispositivos legais que impedem o reitor de deliberar sobre o assunto.
Rangel Junior explicou novamente sobre a questão e lamentou a falta de bom senso da categoria, que teve toda a sua pauta interna de reivindicações atendidas positivamente pela Reitoria da UEPB, mas mesmo assim continua com suas atividades paralisadas, prejudicando milhares de alunos que estão sem aulas e a população carente que necessita dos serviços prestados e das ações desenvolvidas pela Universidade.
“Noventa e nove por cento da pauta apresentada foi atendida. O que não atendi de imediato, assumi o compromisso documentado de assegurar o cumprimento ao longo do ano de 2016. Ma para isso a Universidade tem que voltar a normalidade. Não tem como ir além do que já está definido. Tudo o que os professores reivindicaram a Reitoria foi atendido. Resta apenas a questão salarial, que não é competência da Reitoria. E se não é de competência da Reitoria, por que então ocupar o Gabinete e impedir o reitor de trabalhar? Acho que é um equívoco e espero que eles revejam e corrijam esse equívoco”, destacou.
Arara Agora
Fonte:Araruna1
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