Conforme registro do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), o caso ocorreu por volta das 10h (horário local). Segundo informações da Unidade de Polícia Solidária (UPS) do bairro, o estudante entrou armado na escola e, na hora do intervalo das aulas, foi até a adolescente e disparou três vezes. Ela foi atingida pelos três tiros no abdômen e no tórax e levada para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.
Em entrevista coletiva à imprensa, o diretor do Trauma, Edvan Benevides, informou que dois tiros determinaram a morte da menina: um no tórax, que perfurou os dois pulmões, e um no abdômen, que atingiu diversos órgãos do sistema digestivo. Durante o procedimento cirúrgico, ela sofreu três paradas cardio-respiratórias. Em duas delas, a equipe conseguiu reanimá-la, mas a adolescente não resistiu à terceira.
Motivações
A polícia investiga duas informações que podem ajudar a explicar o caso. De acordo com o superintendente de Polícia Civil na Região Metropolitana, Wagner Dorta, colegas da vítima e do suspeito contaram que eles já tinham namorado, mas a polícia também identificou que o jovem já foi detido por tráfico de drogas. Segundo Dorta, o rapaz chegou a apontar a arma para a vice-diretora da escola antes de conseguir fugir do local.
Câmeras flagraram os tiros
Nas imagens divulgadas pela polícia, é possível ver quando a adolescente sai andando em direção a um bebedouro acompanhada de uma colega de classe e é seguida pelo rapaz. Ao ser atingida pelo primeiro disparo a estudante tenta fugir, mas corre na direção do supeito, que dispara outras duas vezes contra a jovem e foge. Ainda no vídeo, é possível ver o rapaz ameaçando funcionários na área interna da escola. Já as câmeras da área externa mostram quando ele pula as grades e foge correndo. A polícia continua a procura do adolescente que matou a estudante, mas até às 21h30 (horário local), o jovem ainda não havia sido encontrado.
Sem relatos de violência
Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, a prefeitura de João Pessoa lamenta a morte da estudante. “A prefeitura está dando toda a assistência com psicólogos e assistentes sociais à família da adolescente, além de ter colocado um carro à disposição dos pais da mesma. Para os funcionários e estudantes da escola também foram disponibilizados psicólogo e assistente social”, diz o comunicado. A nota finaliza informando que, “segundo relatos de funcionários da escola, o aluno não tinha nenhum histórico de violência na unidade de ensino”.
Fonte : G1 PB
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