Pesquisa mostra que 37,5% das mulheres paraibanas são responsáveis pelo sustento familiar

Mulheres têm melhores taxas de escolaridade
Mulheres têm melhores taxas de escolaridade
Com índices de escolaridade superiores aos dos homens, as mulheres brasileiras ganham rendimento médio equivalente a 68% da renda dos homens, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31), referentes a uma pesquisa feita em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Paraíba, os dados mostram que 37,5% das mulheres são responsáveis pelo sustento familiar.

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Em comparação aos números nacionais, que apresentam 37,3% das mulheres como responsáveis pela renda familiar, a Paraíba ocupa a 12ª colocação, ficando com 37,5%, entre os estados brasileiros com a maior concentração de famílias sustentadas por mulheres. Em detalhes, a pesquisa mostra que, 27,3% das famílias rurais paraibanas são administradas por mulheres. Já na zona urbana, 40,6% das mulheres são responsáveis pelo sustento integral das famílias. 

Com relação à escolaridade, os dados mostram que, em 2010, na Paraíba, 353.320 homens não possuíam instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto, contra 664.119 mulheres na mesma situação. Já com relação aos paraibanos com ensino superior completo, a pesquisa mostra que 63.050 são homens e 106.534 são mulheres.

Os dados nacionais mostram que além de terem menor taxa de analfabetismo, de 9,1% contra 9,8% dos homens, as mulheres chegam mais ao nível superior, com uma taxa de 15,1% de frequência na população de 18 a 24 anos, enquanto os homens somam 11,3%. Também no ensino médio, as mulheres estão mais presentes na idade escolar certa, de 15 a 17 anos, com 52,2% de frequência, contra 42,4% dos homens.

Outro indicador que aponta maior escolarização feminina é a taxa de abandono escolar precoce, que contabiliza os jovens de 18 a 24 anos que não concluíram o ensino médio nem estavam estudando. Esse percentual chega a 31,9% entre as mulheres e 41,1% para os homens.

Para a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Bárbara Cobo, a delegação de tarefas às mulheres prejudica a igualdade no emprego e na renda: "por motivos que vão além das políticas educacionais e de mercado de trabalho, você não vê essa maior escolarização das mulheres sendo refletida em inserção no mercado de trabalho. Um dos principais motivos é a questão da maternidade. A mulher ainda enfrenta a questão da dupla jornada e, muitas vezes, os cuidados com pessoas da família e serviços domésticos ainda estão substancialmente a cargo delas", analisa.

Fonte : Portal Correio com Agência Brasil

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